O governo federal anunciou nesta sexta-feira (9) um conjunto de medidas para conter a alta dos combustíveis no país. A principal delas prevê zerar os impostos federais sobre a gasolina, em um anúncio feito a 16 dias do segundo turno das eleições.

Segundo os dados divulgados pelo governo, a renúncia fiscal estimada é de R$ 5,2 bilhões por mês. A gasolina representa R$ 2,8 bilhões desse total, enquanto o diesel responde por R$ 1,6 bilhão e o etanol, por R$ 800 milhões.

As iniciativas incluem quatro medidas, entre desonerações e ampliação de subsídios. O custo adicional foi calculado em R$ 2,65 bilhões, distribuídos entre os três combustíveis.

O governo sustenta que as perdas de arrecadação serão compensadas por receitas extraordinárias provenientes do petróleo. Entre os mecanismos mencionados está a tributação de 12% sobre a exportação de petróleo, além da previsão de arrecadação maior diante da valorização da commodity no mercado internacional.

A apresentação foi realizada no Auditório do Ministério da Fazenda, em Brasília, com a participação do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A equipe econômica também relacionou as medidas à necessidade de reduzir os efeitos da pressão internacional sobre os preços dos combustíveis, em meio à guerra no Oriente Médio.

O QUE MUDA PARA O CONSUMIDOR?

A expectativa é de alívio nos custos, mas o anúncio de redução tributária não significa, automaticamente, que os preços cairão na mesma proporção em todos os postos. O resultado dependerá da implementação das medidas e do repasse ao consumidor.

Com o segundo turno próximo, o pacote também deverá ter repercussão no debate político nacional, especialmente em relação à inflação, ao custo de vida e à condução da economia.

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